O que é a proteção de dados e a privacidade de dados?
O conceito do direito à privacidade surgiu em 1948, quando a Declaração Universal dos Direitos Humanos foi adotada pela ONU. Esta estabelece que “ninguém será sujeito a interferências arbitrárias na sua vida privada, na sua família, no seu domicílio ou na sua correspondência”. Em 1978, o primeiro email de marketing tinha sido enviado para 400 destinatários e, em 1994, surgiu o primeiro banner publicitário na internet. No ano 2000, muitos bancos começaram a disponibilizar serviços de banca online. Em 2006, o Facebook foi criado e as redes sociais cresceram de forma exponencial, tornando-se parte integrante do nosso dia a dia.
Atualmente, 137 de 197 países implementaram algum nível de legislação para garantir a proteção de dados e a privacidade. Alguns dos maiores nomes do planeta foram sujeitos a multas em resultado de violações, tais como a Google, o Whatsapp e o Facebook, tendo uma das maiores multas de sempre de proteção de dados sido aplicada à Amazon no valor de 877 milhões de dólares em 2021.
Neste blogue, vamos analisar três das principais leis de privacidade de dados do mundo, o GDPR, a CCPA e a LGPD. Apresentaremos um breve resumo da lei, o que acontece em caso de incumprimento e como a plataforma Purple lhe permite recolher dados dos visitantes do seu espaço em total conformidade.
Europa: Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (GDPR)
O que é o GDPR?
Talvez a lei de proteção de dados mais conhecida do mundo, o GDPR foi criado pela União Europeia e entrou em vigor a 25 de maio de 2018. A legislação impõe obrigações legais a qualquer organização que recolha e armazene dados relacionados com pessoas na UE e cidadãos da UE, mesmo que a própria organização não esteja sediada na UE.
O GDPR fornece uma estrutura para os controladores (e processadores) de dados através de sete princípios, que incluem a minimização dos dados recolhidos e os prazos para o armazenamento dos dados. Também impõe regras específicas, como o requisito de comunicação de violações de dados em 72 horas.
O GDPR também impõe claramente direitos aos titulares dos dados (indivíduos) no que diz respeito às informações que uma organização recolhe sobre eles, por exemplo, o direito de ser informado sobre os dados que estão a ser tratados. Em algumas circunstâncias, o titular dos dados poderá ter de dar um consentimento inequívoco para o tratamento dos dados, como a autoadesão (opt-in) à sua lista de e-mails de marketing, ao passo que existem outras situações em que os dados podem ser tratados sem consentimento (como situações de risco de vida ou por motivos de interesse público).
O que acontece se não cumprir o GDPR?
As coimas por incumprimento são substanciais. As infrações menos graves podem resultar numa coima de até 10 milhões de euros (9.8 milhões de dólares) ou 2% do volume de negócios anual global da empresa no exercício financeiro anterior. Para infrações mais graves, incluindo a violação dos princípios do direito à privacidade e do direito ao esquecimento, as coimas podem ir até 20 milhões de euros (19.7 milhões de dólares) ou 4% do volume de negócios anual global da empresa no exercício financeiro anterior, consoante o valor que for mais elevado.
América do Norte: California Consumer Privacy Act (CCPA) da Califórnia
O que é a CCPA?
A Lei de Privacidade do Consumidor da Califórnia de 2018 (CCPA) visa dar aos consumidores mais controlo sobre os dados que as empresas recolhem sobre eles e inclui novos direitos de privacidade para os consumidores da Califórnia. Estes direitos incluem o direito de saber quais os dados que estão a ser recolhidos sobre eles, o direito de os apagar, o direito de autoexclusão (opt-out) da venda das suas informações pessoais e o direito à não discriminação por exercerem os seus direitos da CCPA.
Para cumprir a CCPA, os websites precisam de informar os seus utilizadores, no momento da recolha de dados, sobre as informações pessoais que recolhem e para que fins. Os websites devem apresentar uma ligação "não vender as minhas informações pessoais" para autoexclusão da venda de dados a terceiros e, caso o consumidor solicite os dados que possui sobre ele, estes devem ser fornecidos gratuitamente.
O que acontece se não cumprir a CCPA?
Se a sua empresa não estiver em conformidade com o CCPA, os consumidores podem intentar uma ação privada, concedendo à empresa um prazo de 30 dias para corrigir a infração. A empresa deve então demonstrar que a “infração foi sanada e que não ocorrerão mais infrações”. Caso a empresa falhe este requisito, o consumidor tem o direito de apresentar a ação junto do Procurador-Geral. O Procurador-Geral pode intentar uma ação civil e impor uma injunção e uma coima de 2500 $ por infração. Se a infração for considerada intencional, este valor pode subir para 7500 $ por infração. Este valor é considerado por consumidor, pelo que, se 1000 dos seus clientes fossem afetados, a sua empresa seria multada em 7.5 milhões de dólares!
América do Sul: Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) do Brasil
O que é a LGPD?
A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) entrou em vigor em 2020 e afeta qualquer empresa ou organização que processe dados pessoais de pessoas no Brasil, independentemente de ser aí que a empresa ou organização está localizada.
A LGPD especifica que apenas pode tratar dados pessoais para fins legítimos, específicos e claramente comunicados. À semelhança do GDPR, os princípios da LGPD incluem a transparência e a minimização de dados - por outras palavras, informe os seus clientes sobre quais os dados que está a recolher, para que fins os vai utilizar e recolha apenas os dados de que necessita. As empresas são obrigadas a nomear um DPO (Encarregado de Proteção de Dados) para cumprir a lei.
O que acontece se não cumprir a LGPD?
Se não cumprir a LGPD, poderá enfrentar coimas de até 2% da faturação anual da sua empresa, até ao limite máximo de 50 milhões de Reais brasileiros, cerca de 8 milhões de euros ou 9 milhões de dólares. Existem outras medidas corretivas para os infratores, incluindo a divulgação pública da infração e o bloqueio ou eliminação das atividades de tratamento ou dos dados pessoais que causaram o problema. Isto significa que o responsável pelo tratamento de dados infrator poderá perder toda a lista de emails associada e a base de dados relacionada com o incidente poderá ser suspensa por um período de até 6 meses.
Como a plataforma Purple pode ajudar as empresas a recolher e a gerir dados em conformidade com as principais leis de proteção de dados
Captive Portal para consentimento de visitantes
As páginas de entrada personalizáveis da Purple permitem incluir hiperligações para os termos e condições no momento do início de sessão, bem como caixas de seleção opcionais de aceitação para materiais de marketing e comunicações ou uma caixa de exclusão de venda de dados pessoais para quem necessita de estar em conformidade com a CCPA.
Além disso, o captive portal da Purple pode garantir que os clientes que iniciam sessão concordam com os termos e condições, bem como com a política de privacidade.

Portal MyData para uma transparência total de dados
Através do My Data Portal da Purple, que pode ser acedido no website da Purple, os titulares dos dados podem consultar gratuitamente os dados que a empresa recolheu sobre eles através do Purple Hub e retirar o seu consentimento, caso assim o pretendam.

Marketing de WiFi automatizado
Se estiver a recolher dados de contacto de clientes através da plataforma Purple e um cliente optar pela autoexclusão das comunicações de marketing, isso irá impedi-lo de lhe enviar e-mails através das nossas ferramentas automatizadas de marketing de WiFi. Mesmo que tenha uma integração na plataforma Purple com um sistema CRM externo, pode mapear os dados lá utilizando o software incorporado da Purple de modo a atualizar a sua base de dados com esta informação, o que mantém a sua base de dados em conformidade.




